Rainhas da Noite é um documentário sobre o universo drag queen capixaba que eu produzi como trabalho final do curso de pós-graduação em Linguagens Audiovisuais e Multimídia, sob a orientação do professor Cléber Carminati. As drags são artistas performáticos que propositadamente exageram os traços convencionais do feminino, exorbitam e acentuam marcas corporais, comportamentos, atitudes, vestimentas culturalmente identificadas como femininas. O que faz pode ser compreendido como uma paródia de gênero: ela imita e exagera, aproxima-se, legitima e, ao mesmo tempo, subverte o sujeito que copia. A drag-queen repete e subverte o feminino, utilizando e salientando os códigos culturais que marcam o gênero feminino. Como fundamentação teórica do trabalho utilizei aspectos da Teoria Queer, o conceito Camp de Susan Sontag e algumas referências do trabalho de Nam Goldin, Diane Arbus e Pedro Almodóvar.
Esse desfile é resultado de uma oficina de moda ministrada pela estilista Gabi Lima, na Feira do Verde de 2010. Os modelitos foram confeccionados com materiais reciclados.
O grupo Somos está percorrendo todas as capitais brasileiras para mapear as manifestações artísticas do universo LGBT do país. O material dará origem a um site e um catálogo. Sandro Ka e Mayra Redin, responsáveis pelo mapeamento, estiveram recentemente em Vitória entrevistando algumas pessoas, inclusive euzinho, rsrsrsrs. O produtor e responsável pelo site Imprensa LGBT-ES Rafael chamou-me para acompanhá-los na entrevista do pessoal do Babado Certo. Fui e acabei gravando a entrevista da Max que estava representando o blog:
Gostei tanto dessa iniciativa que me ofereci para no dia seguinte acompanhá-los na entrevista com a mais conhecida personagem da cena LGBT capixaba, a transformista Chica Chiclete:
Aqui do Espírito Santo eles ainda entrevistaram: Angela Jackson, Gean Carlos, Hellen Brizzart, Rogério de Iansã, Débora Sabará, Sérgio Herzog e Will Sartori. Quem quiser saber mais sobre como anda o mapeamento pode acessar o blog.
O documentário “Caso Araceli: A Cobertura da Imprensa” foi o Trabalho de Conclusão de Curso apresentado por Tat Beling e eu para a obtenção do grau de bacharel em comunicação social. O trabalho foi aprovado com nota máxima, recebeu votos de louvor pelo ineditismo do tema e relevância histórica do documento, foi exibido na TVE local e no Canal Brasil.
Filha da boliviana Lola Cabrera Crespo e do espanhol Gabriel Sanches, Araceli morava com os pais na cidade da Serra no Bairro de Fátima e estudava em Vitória no Colégio São Pedro, localizado no bairro Enseada do Suá. No dia 18 de maio de 1973 Araceli foi para escola e não voltou, seu corpo foi encontrado cinco dias depois num matagal que existia atrás do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória.
O documentário conta com a participação de vários jornalistas que cobriram o caso, cada um contando como procedeu na reportagem dos fatos. A partir desses depoimentos é possível abordar questões pertinentes como o poder da mídia no agendamento do debate público, a fabricação de verdades, a mercantilização da notícia, a incompetência e a corrupção da polícia e do judiciário da época, entre outras.
Em nenhum momento durante a produção do documentário, tivemos a pretensão de elucidar o caso, fazer novas descobertas e muito menos acusar quem quer que seja. Nosso foco foi analisar a cobertura da imprensa e documentar um fato importante que até hoje permanece vivo na memória dos capixabas.
Prêmios
2006 – Melhor Vídeo Documentário eleito (Prêmio do Júri Popular) – 6ª Mostra de Cinema e Vídeo da Barra do Jucu – Curta Barra
2006 - Melhor Vídeo Documentário – I Festival Nacional de Vídeo de Colatina/ES
2006 - Melhor Vídeo Documentário (Prêmio do Júri Oficial) – 3ª Mostra de Vídeo Universitário do Museu de Arte do ES
2006 - Melhor Vídeo Documentário (Prêmio do Júri Popular) – 3ª Mostra de Vídeo Universitário do Museu de Arte do ES
2006 - Melhor Vídeo Documentário (Prêmio do Júri Popular On-line) – 13º Vitória Cine Vídeo
O Centro de Treinamento Arremessando para o Futuro localizado em Vila Velha/ES tem o objetivo de formar novos talentos para o basquete capixaba. Seu idealizador, Luiz Felipe Azevedo, já esteve por diversas vezes na seleção brasileira e vem de uma família onde o esporte é tradição. O pai e o tio de Luiz Felipe começaram a jogar basquete na década de 40. O ramo dos Azevedo envolvidos com basquete ainda conta com os nomes de Márcio e Felipinho (respectivamente irmão e filho de Luiz Felipe). Hoje praticamente toda a família está envolvida com o projeto. Para saber uma pouco mais sobre a tradição da Família Azevedo no basquete capixaba clique Aqui. Para saber um pouco mais do CETAF clique Aqui
Ficha Técnica
Imagens: Mídias TV
Edição: Diego Herzog Peruch
Vinheta: Thiago Rocha
Coordenação: Geth
Direção: Luiz Felipe Azevedo
Finalização: Memory Produções Brasil
Editor de Imagens da Memory Produções Brasil. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV. Especialista em Linguagens Audiovisuais e Multimidia.